Com a entrada dos assistentes de inteligência artificial, como o ChatGPT, no nosso dia-a-dia, a forma como pesquisamos mudou. Para muitas tarefas, deixámos de recorrer aos resultados tradicionais do Google e passámos a preferir respostas geradas por IA.
Em vez de visitarmos vários sites à procura de informação relevante para o nosso caso específico, temos agora ao nosso dispor ferramentas que sintetizam, contextualizam e personalizam respostas, muitas vezes em apenas alguns segundos.
O que é que isto significa para o SEO?
Basicamente, a posição número 1 do Google já não é suficiente.
Para acompanhar a evolução da pesquisa, é essencial compreender a intenção do utilizador, o que implica ir além de incluir palavras-chave numa página. Hoje, a relevância constrói-se através de entidades (pessoas, marcas, locais, conceitos), contexto semântico, menções e referências noutros sites (para reforçar a credibilidade e autoridade).
Como os LLMs “leem” a web
Os Large Language Models (LLMs) funcionam de forma diferente dos motores de pesquisa tradicionais. Através de representações numéricas de palavras e documentos (vector embeddings) conseguem interpretar conteúdos e avaliar a sua relevância com base na proximidade semântica.
Por exemplo, “aeroporto” é um conceito que, de um ponto de vista semântico, está próximo de “cartão de embarque”, “check-in”, “bagagem” e “segurança”. Mesmo sem repetir termos exatos, os modelos compreendem o tópico.
Com o lançamento do AI Mode (março de 2025), o Google introduziu o conceito de query fan-out: em vez de responder a uma única pesquisa, o sistema fragmenta a expressão pesquisada em várias perguntas relacionadas, analisa múltiplas fontes e resume tudo numa resposta final. Neste contexto, deixa de ser valorizada apenas uma keyword específica e passa a ser valorizada a expertise de uma marca ou site sobre um tema.
Nem todas as plataformas são iguais
Cada plataforma de IA tem características próprias e responde a necessidades diferentes do utilizador. Se o ChatGPT foi o primeiro a chegar ao mercado, o Google continua a dominar os resultados tradicionais e o atual modelo do Gemini é considerado por muitos um dos mais avançados.
Perceber quando, como e porquê o público-alvo recorre a cada uma delas é hoje fundamental numa estratégia de SEO. Porque o SEO não morreu. Evoluiu.
Em 2026, o desafio já não é apenas aparecer no topo dos resultados do Google. É o nosso site ser visível e compreendido pelos LLMs, ser citado como fonte e reconhecimento como autoridade num determinado tópico.
Executive SEO na SIXT, rent-a-car alemã presente em mais de 100 países, onde lidera a estratégia e otimização de performance orgânica para mais de 30 domínios internacionais de franchises. Com mais de 15 anos de experiência em marketing digital, liderou equipas e desenvolveu estratégias de SEO para B2B, B2C e enterprise em setores como tecnologia, e-commerce, banca e seguros.
Mentora e formadora no programa VOICE Leadership da Nova SBE, alia a experiência prática em SEO com uma visão estratégica do marketing digital. Aposta na formação contínua em Inteligência Artificial aplicada ao marketing e aplica estas competências na criação de soluções de SEO baseadas em dados e automação de processos, tanto na sua função atual como anteriormente, enquanto Head of SEO na agência WYperformance.
É licenciada em Ciências da Comunicação pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa, mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE e concluiu, em 2024, o programa MBA Essentials na London School of Economics and Political Science (LSE).
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