Artigo da autoria de Ricardo Fonseca, Brand and Behaviour Consultant
Num tempo em que os algoritmos antecipam comportamentos e a inteligência artificial automatiza pensamento, há uma pergunta antiga que se torna cada vez mais premente: será que compreendemos verdadeiramente o mais importante, isto é, as pessoas para as quais trabalhamos?
Como sabemos, a atenção anda estilhaçada, a memória mais errática e a influência social tomou conta dos conteúdos que vemos e seguimos. O consumidor já não segue um funil linear (talvez nunca tenha seguido) e muitos estudos na área da psicologia do consumidor sugerem que as decisões estão mais rápidas e mais emocionais. Por conseguinte, há que distinguir estratégias orientadas para o impulso ou para reflexão e assumir que as métricas são uma condição necessária, mas não suficiente.
Compreender como as pessoas pensam, sentem e decidem é uma competência central para quem trabalha em marketing, publicidade, comunicação, branding ou experiência do utilizador. Esta premissa, não sendo nova, tem sido de certa forma descurada em detrimento de outras competências mais populares, nomeadamente as digitais e tecnológicas. No entanto, como defendem os dois prémios nóbeis da economia, Daniel Kahneman e Richard Thaler, ambos das áreas das ciências comportamentais, sem uma leitura comportamental sólida, a tecnologia corre o risco de amplificar ruído em vez de gerar significado.
O que é a Psicologia do Marketing?
É neste contexto que a Psicologia do Marketing e da Publicidade tem ganhado uma relevância renovada, um pouco por todo o mundo, ao oferecer um enquadramento teórico e prático atual que ajuda os profissionais da comunicação a serem mais eficazes no cumprimentos dos seus objetivos.
Cursos sobre este tema, como o curso da Lisbon Digital School, dão as bases para entender os mecanismos psicológicos da tomada de decisão, desde o peso das emoções até ao papel da arquitetura de escolha na experiência do utilizador.
Para profissionais que trabalham com marcas, produtos, serviços ou experiências, dominar estes princípios significa ir além do “o quê” e compreender o “porquê” e isso será, porventura, uma das maiores vantagens competitivas neste momento. Porque as marcas não competem apenas por quota de mercado, competem por atenção; não constroem apenas notoriedade, constroem memórias; e não geram apenas conversão, geram relação.
Meio lisboeta, meio alentejano, Ricardo Fonseca é licenciado e doutorado em Psicologia Social pelo Ispa e pela Universidade da Califórnia, Santa Barbara.
Desde 2010, aplica o conhecimento das ciências comportamentais à construção de estratégias de comunicação para marcas de diferentes setores, com experiência tanto em agências (JWT, Wunderman Thompson, COMON e Uzina), como no setor público, enquanto assessor de comunicação na Câmara Municipal de Lisboa.
É professor no ISPA há mais de 15 anos, lecionando a cadeira de Psicologia do Marketing, e colabora regularmente com artigos de opinião na revista Visão.
Em 2020, fundou o Coletivo Humanário, projeto criado em plena pandemia com a missão de aproximar empresas, governo e cidadãos do conhecimento sobre como os humanos sentem, pensam e se comportam.
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