Tendências para as Redes Sociais em 2026

Paulo Rossas
Social Media & Community
Artigo da autoria de Paulo Rossas, Chief Innovation Officer na Lisbon Digital School

Olá, 2026!

Depois de um ano de 2025 muito activo, onde foram realizados mais de 450 updates nas Redes Sociais, chegou a hora de olharmos para o que pode vir a ser este novo ano de 2026. 

Aqui ficam as principais Tendências para as Redes Sociais em 2026.

Começamos por uma tendência que tem sido adiada durante vários e longos anos e que provocou danos a várias Gerações e que ninguém sabe muito bem como será possível reparar, esperemos que ainda consigamos ir a tempo. 

Redes sociais com restrições de idade passam a ser a norma.

Começou na Austrália no dia 10 de Dezembro, o país tornou-se o primeiro país do mundo a proibir o uso das redes sociais por menores de 16 anos. Tudo começou em Março de 2025 e terminou em Dezembro.

Malásia seguiu o mesmo caminho no dia 1 de Janeiro de 2026. França já tem um rascunho para proibir a partir dos 15 anos e Espanha, Itália, Grécia e Alemanha também. 

Em Novembro de 2025, a cidade americana de Nova York processou as plataformas Facebook, Instagram e Snapchat por terem criado um grave problema de saúde mental aos mais jovens. Durante 2025, praticamente todas as plataformas foram falando sobre o tema e estão a trabalhar no sentido de responder a estas proibições. 

Com o conhecimento que temos atualmente sobre os problemas que as redes sociais trazem, principalmente para os mais novos, é essencial limitar os acessos a estas plataformas. Já devia ter sido feito há muitos anos e estas medidas pecam por tardias e por terem provocado muitos danos a várias Gerações.

Esperemos que Portugal siga o mesmo caminho, apesar de estarmos sempre 3, 4 anos atrás de todos os outros mercados.

O verdadeiro paradoxo entre a Inteligência Artificial e a Autenticidade Humana

Não é segredo, IA está aí e veio para ficar. O que temos assistido cada vez mais é o fim da perfeição e a busca da imperfeição, aquilo que nos diz que foi feito por humanos. Quem consome redes sociais pode (não sabemos ainda) rejeitar a perfeição artificial e muito provavelmente aquilo que é autêntico e real vai tornar-se o verdadeiro activo de confiança para as pessoas em relação às marcas. 

Ainda é cedo mas, o que pode vir a acontecer é que a saturação dos conteúdos gerados por IA pode levar aos utilizadores a sentirem-se enganados e frustrados e a procurar conteúdos humanos, ligações reais, comprovados e únicos. 

O próprio Head of Instagram, Adam Mosseri já disse que vai ser impossível diferenciar o que é real do que é sintético, cabe às plataformas ter ferramentas que o identifiquem e cabe-nos a nós Content Creators e Marcas transparecer isso mesmo em tudo o que fazemos. Ele não está a desistir da plataforma, ele está a dizer-nos que é preciso o lado humano e real da equação, porque as pessoas vão desconfiar de tudo e evitar estar.

Para as marcas o que é importante reter? 

Usar IA para eficiência, para ajudar, para colaborar, para (e odeio esta palavra) escalar, no entanto, demonstrar sempre o seu lado vulnerável, com emoção real e humana pensada para criar ligações reais e genuínas. O que na verdade, as redes sociais deveriam ter sido sempre.

Social SEO, Social Search, Social Indexed, Zero Desperdício, Acessibilidade é um padrão de Performance.

A grande maioria de pessoas já faz as suas pesquisas dentro das plataformas de redes sociais, por isso, as redes sociais vão ser os verdadeiros motores de busca. Além de tudo isto, as plataformas de IA, estão a ir buscar informação a essas mesmas plataformas, onde o conteúdo é criado ao momento e indexado rapidamente, logo, está atualizado ao minuto, qualquer agente ai de pesquisa vai privilegiar conteúdos recentes para dar uma resposta atual e prática. 

Vivemos num mundo vivo e interactivo, nós queremos ver e perceber e entender rapidamente como funciona e quais as vantagens em ter um produto.  As redes sociais proporcionam esse envolvimento rápido com conteúdos vídeo e com formatos interativos. O Tiktok já tem, em Portugal, na sua plataforma de Anúncios, “Search Campaign” de Keywords.

Para as marcas o que é importante reter?

Optimizar, optimizar, optimizar. Fazer o óbvio, todos os dias. Legendas optimizadas para as pesquisas, guiões optimizados para as pesquisas, texto alternativo, as suas páginas pensadas para facilmente identificarmos o que são e para que servem. Cada conteúdo tem de ser uma resposta a uma pergunta específica de um consumidor e não apenas entretenimento e engagement e ego. O pensamento deve ser sempre pensado com “Zero desperdício”. O que é isto do “Zero desperdício”? Existem conteúdos que não são fantásticos do ponto de vista gráfico, no entanto, respondem a uma questão de um produto ou serviço e ajudam os clientes a perceber como funciona e permitem às máquinas de Inteligência Artificial  a indexação desse mesmo conteúdo. É um pensamento intemporal e prático. “O que é que as pessoas querem saber sobre mim?”.

Desintoxicação Digital | Presencial ganha outro valor

Não é novo e temos falado disto todos os anos, no entanto, com IA a acelerar cada vez mais, queremos muito fazer as coisas de outra forma e o excesso de tempo no feed ou online pode começar a pedir experiências presenciais. As redes sociais vão servir para organizar estes encontros que depois se tornam mais valiosos porque estamos juntos pessoalmente e de forma humana e a certo modo diferente do que temos vivido nos últimos anos. 

Para as marcas o que é importante reter?

Promover eventos físicos que ajudem a alimentar os seus canais digitais. Utilizar o lado digital para criar uma comunidade, para fidelizar os seus clientes e depois permitir um encontro real com o objetivo de criar memórias, momentos partilháveis, únicos e humanos.

Humanização do lado Corporativo | O Rockstar B2B

O Linkedin, rede profissional, é a 2ª maior rede social do país, com 6,3 milhões de utilizadores, está na altura do lado corporativo deixar de ser rígido e passar a ser humano e próximo. Vamos assistir a cada vez mais CEO’s, Diretores, posições de chefia a colocarem-se em palco com personalidade, com sentido de humor, com narrativas emocionais e reais, a falar para pessoas. Podcast será o formato mais interessante neste sentido com os pequenos cortes a correrem as redes sociais, para além do Linkedin e a trazer este lado mais pessoal de quem manda. Além de tudo isto, o Linkedin já nos dá, a pessoas, a métrica “Visitas a links nesta publicação”, o que permite medir se utilizar um Rockstar B2B é vantajoso ou não. 

Para as marcas o que é importante reter?

Fugir à conversa empresarial. Toda a gente está saturada do “jargão corporativo”. As marcas que entenderem que ao tornar as suas chefias mais humanas e reais, com personalidade, vão perceber que vão ganhar a atenção necessária de quem compra. Contratar Rockstar’s B2B, pessoas com audiências específicas que permitem um alcance maior de forma orgânica.

 Social Commerce profissionalizado e todo ele feito em Plataforma.

Mais uma vez, aqui, talvez não seja bem uma tendência para Portugal devido ao atraso Digital que temos na adoção de tudo isto e porque somos um mercado pequeno.

Compras, pagamentos e assinaturas serão nativos, sem redirecionamento.

Youtube passou o ano a falar em in-App Shopping, Tiktok triunfou, não em Portugal, com o Live Shopping e houve um enorme investimento, não em Portugal, em Tiktok Shop. Instagram Shop que também não está disponível ainda em Portugal já corre por esses feeds fora. 

Para as marcas o que é importante reter?

Estamos a falar de uma integração total, ou seja, do conteúdo à compra, não se sai da plataforma.

Com Inteligência Artificial e Realidade aumentada, podemos logo “testar” o produto, antes de comprar. 

Live Shopping, que já é monstruoso na Ásia, basta ir ao Tiktok das marcas de beleza e percebemos o impacto, terá ainda um maior impacto por todo o mundo.

Finalmente, as marcas vão olhar para as Redes Sociais não para o Ego dos seguidores e dos gostos e sim a olhar para as vendas.

Bónus

  • Tiktoktização de todas as Redes Sociais. Não é mais Social Media é Interest Media. Se me interessa vão mostrar-me. 

O que é importante reter? Testar organicamente e investir nos conteúdos que realmente interessam.

  • User Generated Content e criadores como as caras das marcas. 

O que é importante reter? Quem compra confia em quem usa e recomenda, as marcas vão precisar de pessoas reais a transmitir a autenticidade que estas plataformas exigem. 

  • Comunidades Privadas ganham mais relevo. 

O que é importante reter? Grupos de WhatsApp, Mensagens diretas, grupos de Instagram, Amigos chegados instagram, subscrições de instagram, comunidades exclusivas vão ter um papel muito importante como espaço exclusivo para “super-fãs”.

  • O Regresso do formato Longo. O formato série.

O que é importante reter? Depois de tantos anos a consumir vídeos rápidos e de tantos conteúdos de IA que não acrescentam, os utilizadores começam a focar-se em conteúdos mais humanos, autênticos e longos. Podcasts vão ter ainda um maior destaque, vamos assistir à criação de séries nas Redes Sociais e com o “Link a Reel” do Instagram, onde podemos criar uma ligação entre Reels, será mais fácil consumo entre episódios. 

  • No Bullshiting

O que é importante reter? Se soa a falso, se parece falso, se ao lermos transparece que é falso, vai ser falso. O Linkedin alterou o algoritmo porque nos últimos meses, tudo soava a falso. O Instagram está a pedir conteúdos autênticos e reais. O Tiktok promove os Lives e o lado mais cru da comunicação. As empresas recebem propostas todas iguais e percebemos que foram feitas nas mesmas plataformas IA, as escolas recebem trabalhos sem erros ortográficos e todos iguais. Quem fizer diferente, vai destacar-se. Fazer diferente não é não abraçar este poder de IA, é usar IA como complemento, como parceiro, como amplificador do que somos e fazemos bem de forma humana. Temos de transparecer a nossa marca humana, o nosso cunho pessoal, o nosso conhecimento, amplificado por estas plataformas. 


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Paulo Rossas

Chief Innovation Officer na Lisbon Digital School, formador, e um dos maiores entusiastas de Social Media em Portugal. Entrou no Curso de Criatividade Publicitária, na Restart, terminando-o em 2011. Nesse mesmo ano, foi um dos vencedores do Estágio Improvável da agência Torke, a primeira agência por onde passou.

Sem pausas para descanso, entra para a recém-criada equipa SL Benfica Multimédia, onde permanece durante dois anos como Head of Social Media e Brand Content. Em 2013, aceita o convite da J. Walter Thompson (actual WML), formando a primeira equipa Digital da agência.

Ocupou o cargo de Head of Social Media & Brand Content e trabalhou marcas como Vodafone Portugal, Associação Montepio, Um Bongo, Sumol, Cerveja Sagres, Sagres Bohemia e Mesas Bohemia, Yoggi, Iglo, Ikea, Mar Shopping, Galp, Nestlé, entre outras.

Tendências para as Redes Sociais em 2026

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